Atriz viverá personagem solitária e mimada em novela.

  Foto: Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias/TV Press 
16 de janeiro de 2010
Foto: Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias/TV Press

Um "mergulho no escuro". É assim que Ana Carolina Lima define sua estreia na tevê. Com uma trajetória profissional ligada ao teatro, a atriz de 31 anos de idade e 14 anos de carreira nunca tinha colocado os pés em um estúdio. E, agora, aguarda ansiosa para se ver na pele da rica e mimada Ercy, de Uma Rosa Com Amor, novela de Tiago Santiago prevista para estrear no final de fevereiro no SBT. "Estou descobrindo a TV. É tudo muito diferente do teatro e existe uma imprevisibilidade que ainda me assusta", confessa. Na trama, Ercy é uma mulher inteligente e agitada que foi criada em uma família rica e tradicional. Apesar de ter a elite da sociedade em seu círculo de amizades, ela esconde uma carência de atenção em relação aos pais. Amiga da antagonista Nara Paranhos, vivida por Mônica Carvalho, Ercy acaba servindo de escada para as maldades da vilã. "A Nara é uma alpinista social e se apoia na Ercy. Mas as duas têm uma amizade torta, onde as provocações e os desentendimentos são constantes", adianta.

Ana Carolina confessa que sua maior dificuldade tem sido construir um personagem que ainda não tem toda a trajetória traçada. Acostumada a fazer papéis no teatro, onde conhece o início, o meio e o fim da história, ela diz estar se adaptando a trabalhar em uma obra aberta, onde mudanças podem surgir a qualquer momento. "Nesse ponto, sou controladora como a Ercy. Gosto de me sentir guiando o personagem, pincelando todos os momentos. Na tevê isso é mais difícil, já que a gente nunca sabe o que pode acontecer", analisa.

Mas a atriz tenta deixar de lado a preocupação com o futuro da personagem. Para não atrapalhar seu desempenho, Ana Carolina mantém o foco em realizar com exatidão o papel escrito por Tiago Santiago. "No momento, estou mais preocupada em dar vazão à personagem e deixar que ela vire o que o autor deseja", filosofa. E, apesar do nervosismo de fazer sua estreia na TV no núcleo dos antagonistas, a atriz jura que não teme a reação do público. "Não tenho receio de ser amada ou odiada. Minha pretensão é ser um bom canal para a história. Estou tentando me desligar dos resultados", afirma.

Ana Carolina começou no teatro ainda na escola, aos 14 anos. Mas, após ter ficado em recuperação em uma matéria, ela decidiu se dedicar exclusivamente aos estudos. Aos 17 anos, ingressou em uma faculdade de Comunicação Social e, após um semestre, a febre pelos palcos voltou mais forte: largou tudo para fazer um curso de Teatro. "A profissão de atriz exige dedicação integral. Às vezes é necessário abrir mão da saúde financeira e se arriscar. Foi isso que eu fiz", conta.

E o risco corrido parece ter rendido bons resultados à atriz. Além das várias peças e projetos montados no teatro e da estreia na tevê, ela curte o reconhecimento de seu primeiro trabalho no cinema. Em 2007, a atriz protagonizou o curta-metragem "Espalhadas pelo Ar", de Vera Egito, pelo qual ganhou dois prêmios de Melhor Atriz, um no Festival de Paulínia e outro no de Santa Cruz das Palmeiras. "Ao mesmo tempo em que é um incentivo, isso gera uma grande ansiedade com relação aos próximos trabalhos. Fiquei meio sem noção do quanto isso representa", diz.

"Uma Rosa Com Amor" estreia dia 22 de fevereiro, no SBT.

 
 

"Como amo teus olhos, minha amiga,

e a chama radiante que neles dança,

quando por um instante fugaz eles se erguem

e teu olhar voa célere

como o relâmpago no céu.

Mas há um encanto mais poderoso ainda

nos olhos voltados para o chão

no momento de um beijo apaixonado,

quando brilha por entre as pálpebras baixas

a sobria , obscura chama do desejo."   (F.T.)

 

"Gostava do mar apenas pelas suas tempestades e da verdura só quando a encontrava espalhada entre ruínas. Tinha necessidade de tirar de tudo uma espécie de benefício pessoal e rejeitava como inútil o que quer que não contribuísse para a satisfação imediata de um desejo do seu coração - tendo um temperamento mais sentimental do que artístico e interessando-se mais por emoções do que por paisagens." Madame Bovary - Gustave Flaubert 

 

 

O olhar de Cannes!

Ter um filme , mesmo que seja um curta metragem, exibido no festival de Cannes é um orgulho para qualquer atriz, ainda mais se tratando do primeiro trabalho no cinema! É de fazer todos os olhinhos se encherem de lágrima! A cidade é linda, as pessoas são lindas, muitos filmes são maravilhosos!! É uma festa geral! Muitas, muitas pessoas paradas na frente dos hotéis que hospedam a nata das celebridades cinematográficas da atualidade. Os mitos, que ao longo da historia o ser-humano precisou e precisa desejar! Mas quando se trata da exposição da persona do artista, não do artista real ou de sua arte, a coisa fica um pouco bizarra!! Ser notado está diretamente ligado a ser notável?? Bom, se é assim Cannes está repleto de notáveis, e não é só dentro dos hotéis dos astros e estrelas! Pelas ruas e calçadas lotadas, senhoras com roupas tão coloridas e brilhantes e com tantos detalhes e laques e óculo e bichos e amigas tão escandalosas quanto elas que não sou capaz de descrever os detalhes de tal imagem. E o mais engraçado, é que você vê uma figura assim andando pela rua e... e gosta de ver, e ri!! E percebe o quanto ela esta feliz de ter os teu olhos virados para ela , mesmo que em teu rosto paire uma certa expressão de repulsa!! Atenção, mesmo que com repulsa! A satisfação buscada por todo aquele aparato, se dá num curto espaço de tempo e com uma ação muito, muito simples: o olhar.

24/04/2009 - 16h49

Diretoras brasileiras terão curtas exibidos nas mostras paralelas de Cannes

THIAGO STIVALETTI
Colaboração para o UOL

  • Reprodução

    Cena de "Espalhadas pelo Ar"

Duas brasileiras tiveram seus curtas selecionados para as mostras paralelas do 62° Festival de Cannes. A paulistana Vera Egito teve dois curtas-metragens selecionados para a Semana da Crítica. O inédito "Elo" vai participar da sessão de abertura da Semana, enquanto "Espalhadas pelo Ar", já exibido no Festival de Brasília, estará na sessão de encerramento da mostra. Os dois serão exibidos em sessões especiais, fora de competição.

Já a pernambucana Renata Pinheiro teve seu curta "Superbarroco" selecionado para a Quinzena dos Realizadores, toda ela não competitiva. O curta foi exibido no último Festival de Brasília.

Com os três curtas fora de competição, o único filme brasileiro com chance de premiação é "À Deriva", o longa-metragem de Heitor Dhalia selecionado para a mostra Um Certo Olhar. Com o anúncio das mostras paralelas hoje, "À Deriva" será o único longa brasileiro em todo o festival.

Tanto a Semana da Crítica quanto a Quinzena dos Realizadores divulgaram hoje sua seleção, com poucos longas-metragens da América Latina e nenhum brasileiro. Na Semana, competem o longa chileno "Huacho", de Alejandro Fernández Almendras, o longa uruguaio "Mal Día para Pescar", de Alvaro Brechner, e o curta paraguaio "Noche Adentro", de Pablo Lamar. Na Quinzena, estão o longa "Daniel y Ana", de Michel Franco (México).

Segundo os organizadores, a Semana da Crítica fez uma seleção ainda maior este ano, selecionando apenas 10 longas-metragens - a menor lista de todo o festival. Desses 10, 9 são de diretores estreantes. E um dos destaques é um longa-metragem produzido no Iraque, o primeiro em muitos anos de Festival de Cannes: "Whisper with the Wind", de Shahram Alidi.

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Eu gostaria de ter um coração capaz de viver muitas emoções ao mesmo tempo!

Mas talvez para isso fosse preciso muitos corpos

muitos estados

e suores e ares muitos diferentes

e tantos outros lugares

e tantos outros corpos...

Mas se já sou tantas em mim mesma

por que não me basto nessa minha pequenina grandeza ?

As vezes sinto cheiro de pessoas e lugares distantes,

as vezes impróprios,

e isso só aumenta minha saudade

daquelas minhas que não vivem

em carne e osso e sangue

como essa que pouco sabe

que pouco vive

que pouco escreve.

 

Respondendo ao gentil Alcides: Sim, sou eu aquela por quem viveu Constance Chatterley nos palcos do Satyros  na otima adaptaçao de Germano com a magica direçao de Rubens, embelezado pelas cores de Nadine que se mutiplicavam aos raios da luz de Flavio; e nos permitiam dançar ao som da trilha de Ivam que embalava eu, Ailton e Germano na coragem de voar nas assas de D. H. Lawrence!

Obrigada,

um grande beijo e um abraço forte.

Nao sou poeta e nem pretendo ser. Sei do meu tamanho, sei daqui de longe como eh grande minha ignorancia aos grandes pensadores da humanidade, nada sei de poesia, a nao ser, que algumas me calam brutalmente, outras me fazem chorar sem parar e ainda tem aquelas que me lembram que a vida tem graça, quando olhada com certos olhos, olhos lepidos, de certo assim eram os de Machado , sim, deste nem mesmo eu desatenta que sou, pude escapar, assim como nao me escapou Fernando, que me mostrou quantos muitos somos por dentro, e as vezes ate tristemente por fora. De artista nao entendo, palavra que hoje nao cai bem, misturada a tantos quereres e outras coisas que nao se pode ver o que eh da alma necessidade. Vital. Sinto que representar buscando a interpretaçao da vida eh algo muito maior do que eu, preciso estar no palco. eh como uma doença, nao tem planos, nem objetivos, deveria ter, sim deveria, deveria ser mais esperta afinal o mundo eh dos espertos!! Mas este mundo dos espertos nao me diz nada ao coraçao, entao so me resta cuidar desta minha necessidade, talvez oriunda da loucura egocentrica de um desses eus...Nao sei. Peço a Deus que a arte se faça atravez de mim! treino meu corpo e minha voz como se treina a um animal, para que sirva de instrumento, de veiculo entre o que esta aqui e o que esta no ar, nas historias e principalmente nas entrelinhas.

EH tarde demais
mais do que o suportável a uma noite de sono.
E nada me diz o silêncio
escuto o escuro da noite
no arfar da sua respiração
as poucas estrelas no céu
já são planetas ,
e traçam história
criam memórias imediatas
lembranças simples como a do dia de hoje
dia de praia
de planetas encontrados
dia de festa
de sol e mar
de ano novo
viva viva viva
um brinde a maravilhosa, surpreendente e inexplicável experiência de estarmos vivos!!!!

AiAiAi minha Corujinha!!!!!!!!!!!!

Que falta enorme você me vai fazer!!

Silêncio por hora, só preciso de silêncio!!

  • O Amante de Lady Chatterley

  • Pela primeira vez, é adaptado para os palcos o romance clássico “O Amante de Lady Chatterley, de D.H. Lawrence”, num texto de Germano Pereira e  direção de Rubens Ewald Filho.  No elenco, Germano Pereira (como Lawrence e também Mellors, o Amante), Ana Carolina Lima (Constance) e Ailton Guedes (o marido, Clifford.A história da jovem inglesa burguesa Constance que aceita casar com um lorde, seu antigo namorado que perdeu o uso das pernas e ficou impotente durante a Segunda Guerra Mundial, e que terá um relacionamento explosivo e liberador com o guarda-caça da propriedade deles, provocou escândalo em todo o mundo por ter sido proíbido pela censura, tanto na Inglaterra (terra natal de Lawrence), quanto nos Estados Unidos.

     Quando foi finalmente liberado, em 1959, por uma decisão da Corte Suprema norte-americana deu margem assim ao fim da Censura. A decisão confirmava que todo cidadão tem o direito de ler o que bem entender, sem censura prévia. O Livro que existia apenas em edições piratas se tornou um enorme best-seller e foi adaptado algumas vezes para o cinema e, recentemente,  numa versão francesa premiada. A diferença é que a diretora Pascale Ferran se baseou na segunda versão do livro que Lawrence foi obrigado a reescrever, ou seja, censurada. Enquanto que a montagem teatral é baseada na versão definitiva, naturalmente mais ousada e madura.


    Bem antes do ator Pedro Cardoso levantar a polêmica sobre o excesso de nudez no cinema”, explica o diretor Rubens Ewald Filho, “nós já assumimos isso. No palco, a nudez é ainda mais freqüente e normal. Por vezes, até gratuita. Por isso, ousamos ser diferentes. A intenção é fazer um espetáculo saudavelmente erótico, mas sem tirar a roupa de ninguém. Nós procuramos seduzir pela palavra, pela ação, pela poesia, pela encenação. ”

    “Considero O Amante uma das obras mais eróticas já escritas e também um ícone para a minha geração. A adaptação de Germano procura não traí-la. Ao contrário, tem trechos literalmente extraídos de Lawrence. Inclusive a defesa que ele fez nos tribunais”, diz Ewald.

    O Amante de Lady Chatterley

    Texto de Germano Pereira da obra de D.H.Lawrence

    DIREÇÃO: Rubens Ewald Filho

    ELENCO: Germano Pereira, Ana Carolina  Lima e Ailton Guedes

    ESTRÉIA: dia 5 de Novembro

    TEMPORADA: até 11 de Dezembro

    DATA: Quartas e Quintas-feiras

    HORÁRIO: 21h

    LOCAL: Espaço Satyros 2 Praça Roosevelt, 134  Tel. (11) 3258. 6345

    DURAÇÃO: 80 minutos

    LOTAÇÃO: 90 lugares

    INGRESSOS: R$ 20,00 / meia entrada R$ 10,00

    RECOMENDAÇÃO: 14 anos

    BILHETERIA abre uma hora antes do espetáculo

    Somente dinheiro

    Não tem acesso para deficientes/ não tem ar condicionado

     :

    Para mim e para toda minha geração, O Amante de Lady  Chatterley foi um livro fundamental.  Concebido nos anos 20, só liberado em 1959, ele passou a simbolizar o fim da censura, quando uma decisão da Corte Suprema dos Estados Unidos determinou que de acordo com a Constituição Norte- Americana todo indivÍduo tem o direito de determinar o que deseja ler. Mesmo que seja de conteúdo erótico. E por causa da liberação do livro de D.H. Lawrence que havia sido apreendido na Alfândega americana, foi possível quebrar todas as barreiras da repressão. Logo acabou o Código Hays do Cinema, as ameaças ao teatro, a qualquer obra de qualquer forma de expressão humana. O que vemos hoje, por vezes, até com excessos, devemos a Lawrence e a coragem dos editores que levaram o caso até a ultima instância.

     Então Lady não é apenas um livro, virou um fato histórico, um ícone. O que de certa maneira prejudicou a própria avaliação da obra e do autor. Houve uma pudica versão francesa em 55 com Danielle Darrieux, outra feita pelo diretor  e a estrela de Emmanuelle em 1981. Uma feita para a televisão por Ken Russell em 1993 e a recente francesa longa e meritória, mas baseada na sua versão do livro (ou seja, o censurado, ainda não definitivo).

    Adaptar Lawrence e seu livro sempre foi um sonho e que eu sabia nunca foi feito antes para teatro. Com o apoio dos amigos do grupo  Satyros, Germano Pereira e eu concebemos uma trilogia sobre o amor, mostrando as diferentes formas de amar, fosse o amor heterossexual com em Lady  Chatterley, o amor entre homens (Mulheres Apaixonadas) e entre mulheres (The Fox). Começando pelo mais famoso e polemico que também é de certa maneira é uma sumula das ideias do autor sobre a plenitude e a necessidade da satisfação sexual.

    Seria muito fácil, porém partir para uma versão explicita, de muita nudez e franqueza sexual. Mas os tempos mudaram e hoje em dia o ousado é justamente o oposto, falar de sexo, mostrar sexo sem tirar a roupa de ninguém. Sem transformar tudo numa orgia. E, no entanto sem fugir do tema, nem esconder nada do que o autor discute.

    O desafio foi mesmo partir para uma visão poética que sendo extremamente fiel a Lawrence, às vezes ao pé da letra, conseguisse passar para o espectador a complexidade de seus temas e sentimentos. Como fizemos antes em Hamlet Gashô, Germano e eu nos sentamos e concebemos juntos a estrutura do roteiro, quase como uma pré-direção do espetáculo. Dali em diante, foi ele que cuidou do texto, encontrando o tom certo, sem fugir do romântico, do passional, nem tampouco da presença fundamental de John Thomas e Lady Jane (durante algum tempo pensamos em usar esses nomes dos órgãos sexuais dos protagonistas como titulo da encenação mas optamos pelo do livro que é mais conhecido).

    Optamos também por uma equipe muito pequena. Tivemos a sorte de encontrar numa aula na Casa do Saber  a Nadine ....  que se tornou outro ponto fundamental do triangulo criativo, sendo não apenas produtora executiva e assistente de direção mas também se encarregando dos figurinos e cenografia. Na verdade, optamos por uma linha didática. Tive a preocupação de não sonegar  informações e esclarecer o espectador para entender  certas conclusões. Assim uma projeção em tela, será fundamental para situar a ação e passar informações. Será quase como que nossa cenografia, que irá se limitar a uns poucos adereços e objetos de cena. Por outro lado demos especial importância à projeção de obras de arte contemporâneas (por que Lawrence, poucos sabem , era um pintor frustrado e que fez apenas uma única apresentação deles em vida alias com quadros de teor erótico). Lawrence será nosso pano de fundo, junto com Klimt, Schiele e outros. Preferimos usar o clima das pinturas e dar especial ênfase ao figurino, que é quase todo “vintage” . Ou seja, autêntico e de época, recolhido nos arquivos implacáveis de Nadine (ou então em brechós).

     Nossa opção mais ousada foi colocar em cena o próprio  Lawrence defendendo e descrevendo sua obra (confesso ter tido a idéia a partir do filme de  Madame Bovary de Vincente Minnelli onde James Mason fazia Flaubert). Só depois que percebemos em fotos antigas que Germano Pereira era fisicamente muito parecido com Lawrence. Também pareceu lógico que ele fizesse também a emanação do autor, que se espelha em Mellors num retrato idealizado como o homem que gostaria de ter sido.

    Não foi fácil encontrar uma Constance que tinha ter a beleza, o encanto de uma jovem e a habilidade de uma veterana. Conheci Ana Carolina Lima quando ela ganhou o premio de melhor atriz em curta no Festival de Paulínia, de que eu fui organizador. Depois de ter faltado num teste, tudo se arranjou, ainda mais quando descobri sua semelhança com uma de minhas estrelas favoritas,  e acabamos formando uma pequena família a que se juntou uma indicação de Nadine, o santista como eu Ailton Guedes, formado com Antunes Filho, no papel difícil do marido ( e também o juiz).

    Feito em equipe, com permanente bom humor, com carinho e dedicação, o nosso O Amante de Lady Chatterley tem uma única e pequena grande pretensão: resgatar a importância do autor e provocar a discussão e redescoberta de sua obra.

    RUBENS EWALD FILHO

    SP - Dia 09 - Parte II - Pausa para o teatro

    by Pablo 24. outubro 2008 00:48

    Troquei a última sessão da noite (Mataram Irmã Dorothy) pela primeira apresentação do novo espetáculo dirigido por Rubens Ewald Filho, que me convidou para a estréia. Inicialmente, como temia não gostar da peça justamente em função do meu cansaço (vi e escrevi sobre 36 filmes nos últimos sete dias, como bem sabem), não planejei publicar comentário algum aqui no blog, já que, além de tudo, estréias sempre apresentam problemas que são corrigidos posteriormente.

    Para completar, não sou crítico teatral.

    Porém, fiquei tão encantado com o que vi que resolvi escrever algumas palavrinhas aqui sobre este O Amante de Lady Chatterley, que Rubens comandou a partir do romance de D.H. Lawrence. Curiosamente, ele também optou por incluir, no espetáculo, o próprio escritor, que surge defendendo seu texto da censura (comentei um pouco sobre a questão ao escrever sobre o filme de Pascale Ferran, como vocês podem conferir aqui).

    Bom, a montagem, como já disse, me encantou tremendamente. Além de fiel a Lawrence, o texto inclui a defesa feita pelo escritor de maneira orgânica à narrativa, que ainda consegue se equilibrar entre a poesia e o racional, entre a emoção dos personagens e a força das idéias que residem na lógica do autor ao erguer-se para falar de seu livro. Além disso, a mise en scène é incrivelmente eficaz, desde a "dança" que retrata a(s) primeira(s) transa(s) do casal Constance-Mellors (e sua gradual "melhora") até o sonho da protagonista - passando, claro, por uma belíssima cena envolvendo um lençol.

    Os figurinos também me impressionaram bastante - especialmente aqueles usados por Constance. E lamento muito por ter me esquecido de pegar um programa do espetáculo, pois assim não posso citar os nomes dos três ótimos atores que, bastante sólidos e coesos, dão vida à encenação.

    Além disso, a peça traz um tango final que inclui um instante maravilhoso em que Constance e Mellors se beijam num único movimento fluido e que, confesso, me fez perder o fôlego.

    O fato é que O Amante de Lady Chatterley (que estréia em SP no dia 5 de novembro, parece) me instigou intelectualmente sem, com isso, deixar de ser tremendamente sensual.

    Fica a recomendação.

    Por Pablo Villaça

     

    Eu juro que se eu tivesse a certeza de que meu grito seria suficientemente alto para impedir que botoes de disparo de balas fossem acionados, que acordos malditos fossem feitos e que abusos fossem cometidos, eu gritaria. Gritaria muito até o fim da minha voz. Até a secura total da minha garganta. Até o esgotamento de minha vitalidade.

    Mas pra além de gritar baixo, eu ainda e também, sou aquela que dá centavos em farol pra sentir que fez algo por alguém, e isso só nos dias de bom humor.

    Eu fico impressionada cada vez mais com os agitadores de meia tigela.

    Leio coisas tão questionadoras, politicamente bem argumentadas, inteligentes, coerentes, com cunho social profundo, tocantes até, mas me pergunto, e o dia-a-dia? E o cara-a-cara?

    Como é que estão vivendo esses caras, os críticos sociais, os politizados, os artistas????

    Só acredito em atos.

    Atos de humanidade verdadeiros. Dos quais pouco me aproximo.

    Palavras emocionam, convencem, mas não executam nada.

    Não reciclam nem a porra do próprio lixo!

    A arte, a filosofia e a politica construíram os homens atuais,

    esses mesmos que inventam proteção pras próprias armadilhas enquanto morrem de sede.

    Mas mesmo assim, o fato do homem pensar, e poder repensar sobre si mesmo me excita e me acalma o coração. Bonito né? Repensar sobre si mesmo!!! Tão bonito que as vezes a gente esquece do MUNDO e fica pensando sobre si mesmo, dias a fio, com aquela sensação de incompreensão, aquele coisa que dói dentro do peito, querendo entender por que é que as coisas são como são e porque aquela coisa que dói mora ali justo no meu peito?

    Ai vem algo lúcido,

    um estomago, ou um proprietário, e diz:--Por que sim. Anda vai, anda meu filho vai vai vai

    ...

    ...

    ...

    e pensar que tem gente, que até perde a fome

    por causa dessas outra coisas.

    Mas e a fome que dá no peito?



    Equilíbrio,

    coisa entre a imensa cegueira causada pelo cotidiano da sobrevivência

    e

    o sonho

    de poder ver

    de conhecer

    de viver

    Equilíbrio acho que é conseguir soltar o ar,

    deixar baixar pro ventre esse pressão do peito,

    e conseguir se manter de pé vivendo nessa linha tênue,

    corda bamba, nesse limite entre o etéreo e o concreto

    entre as possibilidades e as prioridades.


    O bicho homem no limite de suas necessidades não pode se enganar sobre suas prioridades.



    BOLETÍN NÚMERO TRECE

    CERO LATITUD entrega el PREMIO SEMIILLA a lo mejor del cine latino

    El jueves 9 de octubre arrancó la Sexta Edición del Festival de Cine de Quito Cero Latitud y este viernes 17 a las 20:00 se realizará la clausura y premiación en la Sala Alfredo Pareja de la CCE, en Quito.

    El CERO LATITUD ENTREGA los siguientes premios:

    PREMIO SEMILLA a la Mejor Película Latinoamericana

    Por sus propios ojos, de Liliana Paolinelli (Argentina)
     
    Al Mejor Guión

    Cordero de Dios, de Lucía Cedrón y Santiago Giralt (Argentina)
     
    Al Mejor Actor

    Selton Mello, en el papel de Lourenço de Olor a caño (Brasil).
     
    A la Mejor Actriz

    Eleonora Capobianco, en el papel de Sofía en Una semana solos (Argentina)
     
    JURADO conformado por: Alberto Fuguet, Presidente del Jurado (Chile), Camilo Luzuriaga (Ecuador), Ciro Guerra (Colombia), Alfredo Calvino (Cuba), Gloria Leyton (Ecuador).
     
     
    PREMIO SEMILLA al Mejor Cortometraje Latinoamericano

    La tarde tiene ojos, de Hari Carlos Sama (México)
     
    Mención especial: Oigo tu grito, de Pablo Lamar (Paraguay y Argentina)
     
     
    PREMIO SEMILLA al Mejor Cortometraje Ecuatoriano

    Despierta, de Ana Cristina Barragán
     
     
    JURADO conformado por: Arturo Sotto, Presidente del Jurado (Cuba), Sebastián Araya (Chile), Fabián Patinho (Ecuador), Arturo Yépez (Ecuador) Nelson Scartaccini (ítalo-uruguayo).

     
    PREMIO SIGNIS a la Mejor Película Latinoamericana

    Nao por acaso, de Philippe Barcinski (Brasil)
     
    Mención especial del jurado

    Desierto adentro, de Rodrigo Plá (México)
     
    Jurado conformado por: Marcelo Fernández, Presidente del Jurado (Argentina), Yván Acevedo (Colombia), María José Martínez (Ecuador).

     
    PREMIO MIRADA DE MUJER a largometraje

    Leonera, de Pablo Trapero (Argentina)
     
    PREMIO DE LA CRÍTICA a largometraje:

    Luz silenciosa, de Carlos Reygadas (México)
     
    Mención especial de la crítica a:

    La rabia, de Albertina Carri (Argentina)
     
     
    PREMIO Mirada de Mujer a Cortometraje:

    Esparcidas por el aire, de Vera Egito (Brasil)
     
    Jurado conformado por: Rosa María Oliart Presidenta del Jurado (Perú), Hugo Idrovo (Ecuador), Jeannine Zambrano (Ecuador), Jorge Morales (Chile), Rocío Carpio (Ecuador)

     
    PREMIO del Público a Largometraje

    La zona, de Rodrigo Plá (México)
     
    PREMIO del Público a cortometraje

    Rojo red, de Juan Manuel Betancourt C. (Colombia)
     
    LA INAUGURACIÓN DEL CERO LATITUD EN GUAYAQUIL ES EL SÁBADO 18 DE OCTUBRE a las 18:30 en el Auditorio del Ministerio del Litoral con la proyección de la película chilena Historias de fútbol, en presencia de Andrés Wood, director de la cinta.

    Agradecemos la difusión que puedan brindar a este boletín y quedamos a su disposición para brindarles cualquier información adicional.
     
    Atentamente,
     
     
    Paulina Simon T.
    Festival de Cine de Quito
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